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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Festival da cerveja belga celebra a variedade e a criatividade

Belgian Beer Weekend traz a chance de provar dezenas de marcas e estilos de cerveja: conheça um pouco mais dessa incrível diversidade
A Grand Place, símbolo da cidade de Bruxelas, se transforma em um imenso bar de cervejas no primeiro fim-de-semana de setembro. É o Belgian Beer Weekend, festival que reúne milhares de pessoas na praça – para degustar centenas de rótulos de dezenas de marcas de cerveja, como Stella Artois, Leffe e Tripel Karmeliet.

Neste ano, a festa acontece nos dias 1, 2 e 3 de setembro. Quem já foi sempre volta. “É uma festa imperdível para quem realmente gosta de cerveja”, diz Claudio Oliveira, sócio da Cervejolândia*. A empresa, com sócios deste e do outro lado do Atlântico, organiza viagens para brasileiros que querem conhecer um pouco mais da enorme variedade de cervejas belgas.

Das culturas com tradição em produzir cerveja – as chamadas escolas cervejeiras – a belga é a mais completa. Não se atrela a limites e restrições como a alemã, que há mais de 500 anos só pode usar quatro ingredientes na cerveja. É muito mais criativa do que a inglesa, baseada em variações de duas grandes correntes: porter e bitter. E suas receitas são originais, ao contrário das americanas – que são, em geral, releituras de fórmulas das outras três escolas.

A cerveja belga – inclusos os rótulos fabricados em qualquer lugar sob os preceitos da escola belga – é livre para criar e usar os ingredientes que bem entender. O resultado pode ser leve, encorpado, amargo, ácido, doce, frutado, floral, herbal, refinado ou rústico. Tem cerveja para todos os gostos, e isso é o que torna a Bélgica um destino cervejeiro tão interessante.

São tantas cervejas que pode confundir a cabeça de quem está começando a entender do assunto. Muitos rótulos sequer pertencem a qualquer estilo. Para simplificar, vamos falar um pouco dos principais tipos de cerveja feitos na Bélgica:

Saison
Também conhecida por farmhouse ale, é um estilo bastante rústico, tradicionalmente para consumo próprio por fazendeiros da Valônia (Bélgica francesa) com os ingredientes disponíveis. Pode ser seca ou adocicada, clara ou escura, leve ou potente. As receitas mais modernas incorporam um sem-número de elementos: suco de maçã, tília, chá verde, chocolate... Vale até envelhecer em barril, como ocorre com a Sofie, fabricada pele americana Goose Island.

Pilsen
Os belgas não têm preconceito contra estilos criados em outros países. A pilsen, como ocorre no mundo todo, é o estilo preferido da população – e, consequentemente, o mais vendido. A Stella Artois é uma perfeita representante do jeito belga de se fazer pilsen.

Lambic
Outra cerveja feita como em mil, novecentos e internet discada. A fermentação ocorre espontaneamente, com micro-organismos presentes no ar, nos ingredientes e nos tanques. Algumas dessas criaturas provocam o surgimento de sabores ácidos. A adição de frutas é bastante comum. O sabor da cerveja vem impresso no rótulo: kriek (cereja), framboise (framboesa), cassis, pêche (pêssego) e até banana.

Cervejas de abadia
Denominação genérica e um pouco vaga para os estilos de cerveja tradicionalmente feitos por monges – em particular a blond ale, a tripel e a dubbel. Têm aromas de frutas e especiarias (devido às variedades de fermento usadas) e são, geralmente, bem alcoólicas. Para elevar o teor de álcool sem deixar a cerveja pesadona, é comum o acréscimo de milho e/ou de candy sugar (açúcar invertido).
Não as confunda com cervejas trapistas: esta classificação não diz respeito ao estilo da bebida, mas a um selo concedido para 11 mosteiros cistercienses em cinco países.

Biére brut
Cerveja – em geral do estilo tripel – que passa por uma segunda fermentação dentro da garrafa, com as leveduras e o processo usados para a Champagne. O resultado é uma bebida de carbonatação fina, aromas semelhantes ao do vinho espumante e teor alcoólico em torno de 12%. A marca DeuS é o símbolo máximo desse estilo delicioso e sofisticado.

Witbier
É a refrescante cerveja de trigo belga, feita com a adição de frutas e especiarias – na maior parte das vezes, casca de laranja e semente de coentro. A Hoegaarden é a marca mais representativa do estilo.
*cervejolandia.com.br

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