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sábado, 15 de agosto de 2015

Na música ou na atuação, Cláudio Lins esbanja sensibilidade: “tento unir minhas paixões!”

Na pele do executivo Sérgio, de Babilônia, Cláudio Lins, 42 anos, vem se destacando com muita sensibilidade e talento ao dar vida a um gay enrustido. Na trama de Gilberto Braga, João Ximenes Braga e Ricardo Linhares, ele tem um envolvimento amoroso com Ivan (Marcello Melo Jr.). O dilema de sair ou não do armário tem sido interpretado na medida certa pelo ator carioca, longe das novelas desde 2012, quando fez  ‘Amor e Revolução’ no SBT. De lá para cá o ator realizou alguns trabalhos nos canais pagos. “Já fiz outros papéis gays; no curta ‘Teus Olhos Meus’ e, mais recentemente, na série ‘Questão de Família’, no GNT.   Mas cada papel é um universo, claro! Fiquei bem contente  em entrar na história já começada e poder fazer um personagem complexo e forte como o Sérgio”, conta o carioca, que estreou na TV na trama global ‘História de Amor’, em  1995.
Cláudio Lins defende a arte como meio de circulação para discursos plurais. “Há tantos tipos de intolerância no mundo, que a gente tem que usar nossa voz para certas causas. Tratar questões como a homofobia, o preconceito sexual é sempre muito relevante. Acho que o público  brasileiro tem melhorado muito em relação a tudo isso, mas acredito que continua difícil a vida de quem assume a homossexualidade, no geral. Interpretando o Sérgio , não tenho sofrido nenhuma rejeição das pessoas na rua. Que bom!”, afirma.

Segundo o ator, não haveria problema algum se tivesse um beijo gay do seu personagem na novela. “Não tenho preconceito nenhum. Aliás, o Sérgio  tem com ele mesmo. A vida dele anda complicada, mas está melhorando. Ele não lida bem com o que sente. Tem medo de enfrentar sua homossexualidade. Claro que pelo andar da carruagem, ele vai acabar vencendo seus temores e fazendo o que tem vontade. Tem feito, inclusive...(risos) Mas falat se assumir, se assim for o desejo dele. E não só para agradar seu parceiro, Ivan, que é desencanado total.  Na verdade, as pessoas estão sempre polemizando demais. Quero é que o sentimento entre os dois seja visto como uma bela história de amor. Simples assim! Mas sei que é difícil”, pondera.

Inicialmente quem iria ser envolver com o professor de Educação Física seria Carlos Alberto (Marcos Pasquim), mas o personagem dele foi transformado em hétero. A história foi alterada após uma pesquisa realizada por um grupo de discussão de dramaturgia da Globo, que chegou a conclusão que as mulheres não aceitavam o fato do galã ser gay. Assim, Lins, que não atuava na Globo desde Sabor da Paixão, em 2002, encarou o desafio. “A mudança no roteiro me favoreceu...(risos) Achava legal a ideia do Pasquim, que sempre fez tipos ‘amantes latinos’, machões bons de briga, surpreender e viver um tipo tão diferente. Mas parece que o público feminino se chocou com o inesperado...pediu e ganhou a mudança. Acho que por eu não ser tão bonitão, forte e tal, ser um galã mais sutil, não incomodei as fãs”, diverte-se Cláudio, casado com a empresária e ex-bailarina Alexandra Di Calafiori, com quem divide a sociedade da Boate Galeria Café, em Ipanema.

Filho da cantora e atriz Lucinha Lins e do cantor e compositor Ivan Lins, o artista leva a carreira de músico, cantor e compositor paralelamente a de ator.“ Adoro unir todas as minhas paixões! Por  isso gosto tanto de fazer musicais. Agora estou produzindo e compondo canções para o musical ‘O Beijo no Asfalto’, baseado na peça de Nelson Rodrigues, de 1960 , que deve estrear em outubro no Rio. A direção é do grande João Fonseca, o mesmo de ‘Cássia Eller’ e ‘Cazuza - Pro dia nascer feliz’. Tenho gravado direto a novela e depois corro para batalhar tudo no meu espetáculo, que está ficando lindo demais”, comemora.

Com tanta dedicação à arte, nas poucas horas de folga, Cláudio Lins curte fazer esportes. “Bato uma bola, jogo um basquete, mas o que mais gosto mesmo é de jogar vôlei na praia. É meu programa favorito ao ar livre. Também passeio bastante com as minhas cachorras. Adoro caminhar pela cidade”, revela o moreno, adepto da alimentação orgânica. “Em casa, tento manter uma alimentação bem orgânica. E sempre que consigo alimentos orgânicos, em restaurantes, por exemplo, adoro. Mas fora de casa nem sempre dá para comer o que quero. Fico na boa, afinal, não dá para ser radical”.
 

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