Guaxupé, domingo, 16 de dezembro de 2018
Você está em: Acontece / Televisão / Estreante em novelas, flora diegues aproveita a chance de conciliar cinema e tv. “sempre fui inquieta”.
sábado, 11 de julho de 2015

Estreante em novelas, flora diegues aproveita a chance de conciliar cinema e tv. “sempre fui inquieta”.

Flora Diegues
Flora Diegues
                                                                                                                                                  Amanda Boretti/ EP News

Flora Diegues, filha do cineasta Cacá Diegues e da produtora Renata Magalhães , faz sua estreia em novelas na próxima das seis, Além do Tempo’. Na pele da jovem vaidosa e sonhadora Bianca, ela é filha de Massimo (Luis Melo) e Salomé (Inês Peixoto), e irmã de Felícia (Mel Maia). Pouco conhecida na telinha – foi uma das protagonistas da série Só garotas, do Multishow, dirigida pela também atriz Maria Flor-, a jovem carioca estreou no cinema ainda criança, numa participação em ‘Tieta’, dirigida pelo pai, de quem também segue os passos. “Em 2011, dirigi o curta ‘Assim Como Ela é’, que conta a história de América, uma famosa atriz brasileira, que transforma sua crise existencial em um espetáculo assistido de perto por sua maior fã. Tive a honra de ter a Deborah Secco como protagonista. O filme participou de vários festivais, como Brazilian Film Festival of Miami, Festival do Rio, Curta Cinema, Cine Fest Petrobras Brasil em Nova Iorque e Vancouver International Film Festival.

Sou louca por dirigir cinema e de estar no set. Tinha dúvidas de que se  fosse cineasta não poderia produzir ou seguir uma trajetória legal como atriz, mas hoje vejo que dá para levar as duas coisas ao mesmo tempo”,diz.

Na direção, Flora Diegues também dividiu trabalho com o pai e a mãe, em 2012, no documentário ‘No Meio do Caminho Tinha um Obstáculo’, que narra a tortuosa jornada de um cavaleiro e seu cavalo na última Olimpíada do 2º milênio. Do favoritismo do conjunto tri-campeão mundial Rodrigo Pessoa e Baloubet du Rouet até as refugadas do cavalo e a decepção de milhões de brasileiros.  “ Trabalhar em família é ótimo! Meu pai disse: ‘vamos trabalhar em seis mãos: eu , você e sua mãe. Eu e Renata viajamos pra fazer o Baloubet e o Rodrigo Pessoa, enquanto você fica aqui segurando a retaguarda’. Foi formidável! E a história de perseverança e união entre um homem e seu animal em busca do ouro Olímpico é linda. É um documentário muito especial. Nos saímos muito bem”.

Aos 28 anos, além da formação em cinema, Flora soma à bagagem artística anos de teatro no Tablado.   Agora, a estreia em novelas é motivo de encantamento e curiosidade. Sem esconder a ansiedade, ela conta como foi sua escalação para o papel.

“Foi emocionante ! Em novembro, fiz o teste para o papel de Bianca, uma moça do século XIX que faz de tudo para se casar com um nobre. Achei que tinha ido bem e tal, mas ninguém me ligou para dizer nada. Fiquei na minha. Já tinha perdido as esperanças de ser escalada quando recebi uma ligação, em fevereiro, informando que a personagem era minha. Vibrei muito”, relembra ela. “ Depois de toda a euforia, fiquei nervosa. Pensei: nossa, não conheço o Projac , não sei como rola o ritmo das gravações de novelas...Como vou fazer?! (risos) Mas mergulhei de cabeça e estou adorando tudo ! Toda novidade é um grande aprendizado. Agora é esperar a estreia e ir sacando a repercussão. Quero muito que gostem do meu trabalho, que gostem de mim”, torce.

Para a trama de Elisabeth Jhin, além de um workshop de três semanas com o diretor argentino Eduardo Milewicz, Flora fez aulas de prosódia. “Novela de época é outro universo. É fundamental a preparação minuciosa para passar verdade, apesar de ser ficção. Tenho praticado muita ioga para trabalhar a postura e manter as costas eretas como faziam as mocinhas daquele tempo. Também assisti a novelas e filmes de época”, detalha a intérprete de Bianca, que arma com a mãe (Inês Peixoto) situações para conseguir um bom pretendente. Sempre dá tudo errado, porque ela é desajeitada, além de viver nas nuvens, sonhando e se encantando com as coisas. “É um barato fazer o papel. Sempre fui muito estabanada, então estou bem à vontade”, confessa.

Inquieta, Flora Diegues conta que enquanto estiver gravando, até fevereiro, pretende começar o roteiro de seu primeiro longa, uma comédia romântica. “Já tenho tudo na cabeça, vou aproveitar para conciliar a novela com meu roteiro. Estou cheia de energia para atuar, dirigir, escrever e o que mais me der prazer. A arte é estimulante”, define a jovem, que acaba de rodar em Portugal o longa O Grande Circo Místico, no qual vive uma Bailarina.  
 

Comente, compartilhe!

© Copyright 2014 - Todos os direitos reservados