Guaxupé, sábado, 20 de outubro de 2018
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terça-feira, 9 de outubro de 2018

As 6 principais dúvidas sobre o balão intragástrico

Tratamento promove emagrecimento de até 20% do peso em seis meses
A obesidade é uma doença que vem se agravando no mundo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o número de pessoas obesas triplicou desde 1975. Não à toa, o Brasil é a segunda nação que mais procurou por métodos para emagrecimento no Google em 2018, segundo o próprio buscador.
 
Uma das sugestões oferecidas pelo buscador é o balão intragástrico, método apontado como capaz de proporcionar ao paciente um emagrecimento de até 20% do seu peso em seis meses.
 
Este procedimento consiste na colocação de um balão por meio de endoscopia, realizada em ambiente hospitalar e com o paciente sedado. O balão é introduzido por via oral e possui um volume entre 400 ml a 700 ml, preenchido com soro fisiológico e azul de metileno. Todo o procedimento dura cerca de 20 minutos.

O membro da Comissão Científica da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), Dr. Eduardo Guimarães Hourneaux de Moura, esclarece alguns mitos e verdades sobre o balão intragástrico.
 
O paciente permanece o restante da vida com o balão intragástrico?
Não. O paciente pode ficar entre 6-12 meses com o balão, na dependência do modelo empregado. Durante esse período, ele deve seguir acompanhamento com equipe multidisciplinar, que inclui: médicos clínicos, nutricionistas, psicólogos e preparadores físicos para que seus hábitos alimentares e comportamentais sejam alterados.
 
Qualquer pessoa acima do peso pode realizar esse método?
Não. É necessário ser maior de idade e ter um Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 27. O ideal é que seja avaliado cada caso individualmente, contrabalançando benefícios e riscos.
 
Há algum outro benefício além do emagrecimento?
Sim. Por proporcionar o emagrecimento, o balão intragástrico também pode auxiliar indiretamente na prevenção de cânceres associados ao excesso de peso, como esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rins, ovário, endométrio e tireoide. Concomitantemente à mudança de hábitos de vida e perda de peso, há melhora nos níveis de diabetes, colesterol e pressão arterial.
 
É possível que esse procedimento traga efeitos colaterais?
Sim. Por ser um corpo estranho, o organismo pode apresentar sintomas como enjoos, dores abdominais e até vômitos nas primeiras 72 horas. As ocorrências podem ser tratadas com medicações efetivas que melhoram o quadro do paciente.
 
O paciente sofre algum tipo de corte ou precisa de curativos?
Não. O balão intragástrico é introduzido através da endoscopia. Ele permanece sedado durante todo o processo, que dura cerca de 20-30minutos, e não sofre nenhum corte na região.
 
Após o uso do balão, o paciente seguirá magro?
Dependerá se o mesmo compreendeu a necessidade de manter as mudanças de hábitos e vícios. Após a retirada do balão, até 75% dos pacientes reganham peso. Aqueles que adquiriram hábitos saudáveis, respondem de forma positiva.

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