Guaxupé, sexta-feira, 20 de abril de 2018
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quinta-feira, 5 de abril de 2018

Presbiopia: a doença de quem chegou aos 40 anos

Pode-se dizer que a função visual é dividida em visão para longe e visão para perto. Esta última implica em imagens bem definidas até um metro de distância. A doença ocular que mais compromete a visão de perto é a presbiopia – problema muito comum em pessoas com mais de 40 anos. O sintoma mais evidente é um aumento de dificuldade em executar ações que antes não apresentavam qualquer empecilho, como fazer a barba, tirar a sobrancelha, preencher um cheque ou até mesmo analisar o cardápio de um restaurante. Ou seja, a perda de visão nessa fase da vida incomoda bastante.
 
Nos Estados Unidos, mais de 110 milhões de pessoas são presbíopes. No Brasil, estima-se que em torno de 75% da população adulta com mais de 40 anos apresente dificuldade para enxergar de perto. Já em termos globais, de acordo com a empresa Market Scope (2012), há cerca de 1,7 bilhões de presbíopes no mundo e esse número deve subir para 2,1 bilhões em 2020.
 
De acordo com Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, a maior parte das pessoas que têm presbiopia nunca ouviu falar sobre o problema ou acha que faz parte da vida – e por isso deixa de buscar ajuda especializada e conhecer as opções de tratamento. “O cristalino vai perdendo elasticidade com o passar dos anos, o cansaço visual vai tomando conta. Por isso é tão comum receitar óculos multifocais para ler e desempenhar tarefas rotineiras para quem está na ‘meia-idade’. Mas a cirurgia a laser ainda é um dos recursos mais indicados para quem quer pôr fim ao interminável troca-troca de óculos imposto pela presbiopia”.
 
O médico explica que, depois da cirurgia, muitos pacientes sentem como se tivessem voltado 20 anos no tempo, podendo ver filmes legendados, fazer compras e tudo quanto é atividade que exige visão de perto e meio-perto sem precisar de óculos. “Assim como qualquer outra pessoa, esse paciente só vai precisar usar óculos de sol – recomendados até mesmo para dias nublados, a fim de prevenir a agressão dos raios UV”.
 
O implante de lentes intraoculares para corrigir vista cansada leva menos de meia hora. Uma lente fina e circular é implantada no lugar do cristalino. “Além de corrigir vista cansada, a lente multifocal e a acomodativa corrigem problemas para enxergar de perto, média distância e de longe. Já para quem sofre de astigmatismo, as lentes tóricas são mais indicadas. E ainda existe a possibilidade de associar procedimentos refrativos, como Excimer Laser ou incisões relaxantes limbares, ao implante de lentes intraoculares. Entre seis e doze semanas após a cirurgia no segundo olho ocorre a adaptação total do cérebro e a pessoa pode desfrutar dos benefícios de enxergar bem novamente”, diz Neves.
 
Fontes: Dr. Renato Neves, cirurgião-oftalmologista, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo – www.eyecare.com.br

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