Guaxupé, quinta-feira, 24 de agosto de 2017
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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Endometriose: especialista tira dúvidas sobre a doença que afeta 15% das brasileiras

Conhecida como a “doença da mulher moderna”, a endometriose ganhou foco nos últimos anos e passou a preocupar muita gente. A doença é caracterizada pelo crescimento do endométrio – tecido encontrado na parte mais interna do útero – fora do órgão. Ou seja, fragmentos do endométrio crescem em regiões vizinhas, como ovário e trompas, e descamam junto com o endométrio original na hora da menstruação. Essa anormalidade pode ocasionar reflexos desagradáveis, como cólicas intensas, aumento do risco de câncer de ovário e dificuldade de engravidar.
 
De acordo com a Dra. Juliana de Biagi, ginecologista do Plunes Centro Médico - Curitiba, alguns sintomas ajudam a identificar a doença precocemente, garantindo mais sucesso no tratamento. “A endometriose é a causa de muitos casos de infertilidade. Porém, o tratamento adequado pode reverter essa situação e garantir uma gravidez saudável”, alerta Juliana.
 
Principais sintomas:
·       Cólica menstrual intensa
·       Dor pélvica mesmo fora do período menstrual
·       Inchaço abdominal
·       Dor durante a relação sexual
·       Dor para urinar ou evacuar
·       Sangramento nas fezes ou na urina
·       Intestino preso ou solto demais no período menstrual
·       Infertilidade
 
Caso esses sintomas surjam, primeiramente, é necessário consultar um ginecologista para que seja avaliada a situação do paciente e solicitados os exames necessários para definição do diagnóstico.  A investigação pode ser realizada com exames complementares, como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética. Já a confirmação da doença é feita pela visualização das lesões por meio de biópsia. Como a endometriose é uma doença crônica, ainda não existe cura definitiva. Entretanto, o tratamento com medicamentos ou cirurgia pode proporcionar melhoras significativas, retardando o surgimento de lesões, diminuindo os desconfortáveis sintomas e normalizando a fertilidade.
 
Se identificada nas fases iniciais, é comum a indicação de anticoncepcionais que combatem a ação do estrogênio ou de remédios específicos que simulam a ação da progesterona no controle do endométrio. Já quando a doença se encontra em estágio avançado, pode ser necessária a laparoscopia, cirurgia que, por meio de uma pequena incisão no umbigo, identifica e cauteriza os locais afetados. “Quanto mais rápido for o diagnóstico, menores as chances da doença progredir. Com o tratamento adequado, é possível combater os focos da doença e praticamente anular os sintomas, proporcionando uma vida normal”, conclui Juliana.

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