Guaxupé, sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
Você está em: Acontece / Minha História / Dedicação é o segredo do sucesso
sábado, 22 de agosto de 2015

Dedicação é o segredo do sucesso

Presença alegre e elegante em diversos eventos culturais de Guaxupé, Maria Aparecida BassaniGuidorizzié uma das organizadoras de duas festas anuais da terceira idade e participa de ações sociais na igreja. Na profissão, foi professora e inspetora escolar.
Cida Guidorizzi tem descendência e cidadania italiana, como também conquistou título de cidadã guaxupeana. Os quatro avós italianos vieram para o Brasil em 1895, para trabalharem na lavoura de Arceburgo. Do lado paterno, José Guidorizzi e Ângela Galvani são naturais da província de Rovigo. Por parte materna, Batista Bassani e Marina Maltoni nasceram em Trieste, norte da Itália.

Trabalharam na terra, prosperaram e se tornarem comerciantes de empório, onde eram vendidos produtos diversos. Os filhos Olinda Bassani e Silvino Guidorizzi uniram as duas famílias e se casaram em 1933, em Arceburgo. Tiveram cinco filhos: Carina, Clara Lúcia, Maria Aparecida, José (Zito) e Silvino Filho.

Cida fez o primário em Arceburgo e continuou os estudos na Academia de Comércio São José, quando a família se mudou, em 1957, para Guaxupé e o pai se estabeleceu no comércio de vidros, profissão que ela e o irmão Silvino dão continuidade até hoje.

Além da formação em Contabilidade, Cida também fez Magistério no Colégio Imaculada Conceição. A carreira profissional como professora começou na Escola Estadual Lucas de Magalhães, em Arceburgo. Tempos depois foi transferida para Guaxupé e trabalhou em duas escolas públicas: Grupo Barão e Coronel (E.M. Coronel Antônio Costa Monteiro). Depois de passar em concursos públicos em Belo Horizonte, para as disciplinas Ciências e Biologia, passou a trabalhar no Ginásio (E.E. Dr. Benedito Leite Ribeiro), onde se aposentou nessa área, incluindo o tempo em que também lecionou no “Colégio das Freiras” e foi inspetora escolar estadual.

Fez curso superior na extintaFafig (incorporada pelo Unifeg) e se formou na primeira turma de Pedagogia. Ela se tornou mais conhecida como professora de Biologia. “Tive o privilégio de trabalharem uma profissão que me realizava e dava grande prazer. A dedicação e a alegria são o segredo do sucesso em qualquer trabalho”, defende Cida.
 
Italiana torce para o Brasil

Cida Guidorizzi mantém ainda hoje uma grande dedicação à vida familiar. “Gosto e procuro transformar em grandes alegrias os pequenos momentos do dia a dia. Nas festas de fim de ano, a família se reúne com uma bela amizade e companheirismo.

Sempre reúno para o almoço de domingo os familiares que residem em Guaxupé e curto a “sobrinhada” com muito carinho”, ela conta.

Com cidadania italiana, foi em busca dos antepassados. Viajou para Pádua,próximo de Veneza, para conhecer familiares paternos.  Já uma confraternização em São Paulo reuniu em 2005 familiares que ainda não se conheciam. Em Arceburgo só há familiares maternos, que esporadicamente se reúnem, como aconteceu em novembro de 2014. Teve até camiseta do encontro Família Bassani.

O vínculo italiano é permanente, mas elatorce para o Brasil, inclusive no futebol. Cida Guidorizzie amigas estavam na Europa durante a Copa do Mundo de 1982, que aconteceu na Espanha. Muito mais animadas do que os torcedores locais, e usandocamiseta verde e amarela da Seleção Brasileira, elas assistiram pela TV, em Roma, o jogo em que o Brasil perdeu. A equipe dohotel até improvisou uma batucada para o grupo brasileiro manter o alto astral. A torcida nessa Copa foi encerrada.

Seguiram viagem e nem se empolgaram com a vitória posterior da Itália tricampeã.

Sempre que tem oportunidade viaja pelo Brasil e se declara apaixonada pela Pousa do Rio Quente, em Goiás, onde ocorrem encontros da Terceira Idade de Guaxupé. Mas é geralmente na companhia de amigas que ela viaja há vários anos para assistir aos shows de Ney Matogrosso. É uma torcedora da boa música popular brasileira.

Desde que Ney deixou o grupo Secos& Molhados e partiu para carreira solo, Cida já assistiu todos os novos shows em turnê pelo país. O primeiro foi no Rio de Janeiro. O mais recente espetáculo, “Atento aos Sinais”, tem sido o preferido e já foi visto duas vezes. Como fã, também gosta de ir ao camarim do cantor para entregar produtos típicos guaxupeanos, como café, mel, “chancliche” e outros agrados.

Como participante de eventos, é uma incentivadora das atividades culturais da cidade. Alegre, gosta também de dançar, carnaval, forró e outros estilos musicais. É uma “italiana bem brasileira”.
Religião e alegria de vida

Católica praticante, há 10 anos Cida faz parte de pastorais e movimentos comunitários na Catedral de Guaxupé. Também há cinco anos se tornou voluntária na paróquia e da Igreja São José Operário. “Não espero convite para participar. Eu me ofereço como atuante em pastorais que mais se identificam com a minha vocação e os meus dons”.

Por intermédio do clube da terceira idade Ponto de Encontro, Cida e companheiros participam de outras ações sociais, como a Festa dos Três Santos no asilo. Desde que iniciou, há seis anos, o grupo tem uma barraca beneficente.

Há mais de 20 anos, ela é integrante do Clube Ponto de Encontro, a primeiro entidade de terceira idade de Guaxupé, que com o tempo impulsionou outro quatro clubes. Como prova de credibilidade, a entidade é responsável pelo imóvel, que foi reformado para atender às necessidades dos participantes. Já obtiveram utilidade pública municipal e estadual.

Tempos atrás, as viagens coletivas eram mais frequentes. Atualmente, informou Cida, ocorrem dois encontros semanais, que têm característica bem festiva. As principais datas são comemoradas em união, como o Dia das Mães, dos Pais, festa junina.

Outra marca do Clube Ponto de Encontro são os dois bailes anuais, incluindo um pré-carnaval. As fantasias criativas são um dos atrativos. Muito animado, alguns frequentadores próximos ou distantes da terceira idade, nem sempre conseguem acompanhar o fôlego de dança dos anfitriões da festa.

Mensagem aos jovens

Pela importância histórica de Cida Guidorizzi e sua família em Guaxupé, o primeiro convite para ela participar desta seção “Minha História” foi em 2012, quando o município completou 100 anos de emancipação. Na época, não foi possível a entrevista.

Recentemente, o convite foi reforçado. Muito discreta, ela priorizou fatos marcantes pessoais, da família e dos amigos, mas ainda há muita história interessante para ser contada, num momento oportuno.

Para os jovens de todas as idades, ela deixa uma mensagem: “No trabalho, se dediquem com amor, seja qual for a profissão.

Com dedicação, todo trabalho será eficiente e gratificante. Na família, valorizem os mais velhos, respeitem os valores por ele transmitidos e aproveitem de sua companhia enquanto for possível. A valorização da família e o amor dos antepassados são a chave da sociedade bem estruturada, para enfrentar os desafios da vida moderna.”


 

Confira a Galeria de Fotos

Baile de carnaval com Neusa, Cecilia, Salete e Mariana. Cida à frente. O casal e os cinco filhos, em 1951, Atrás e à esq., Clara, Silvino (pai) e Marina. À frente, Cida, Olinda com Silvino no colo e Zito. Bodas de Ouro de Olinda e Silvino Guidorizzi, em 1983

Comente, compartilhe!

© Copyright 2014 - Todos os direitos reservados