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sábado, 9 de maio de 2015

Contabilidade de vida

A vida profissional de Antônio Carlos Rossetti se tornou mais associada à contabilidade, mas ele exerceu outras profissões e começa agora a atuar no agronegócio. Filho caçula de Mário Rossetti e Amélia Ciuffi, ambos de Itatiba, SP, o casal teve quatro filhos: Antônio, Luiz, Iraci e Antônio Carlos.

A família se mudou para Guaxupé em 1952, quando Rossetti tinha sete anos.

Ao mesmo em que estudava no Grupo Coronel (E.E. Cel. Antônio Costa Monteiro), começou a trabalhar aos oito anos, vendendo verduras que seu pai produzia na chácara da dona Carmelita. Também conciliou outros trabalhos e empregos com os estudos na Academia de Comércio São José, onde se formou em Técnico de Contabilidade. Foi funcionário do açougue de Geraldo Silva, da Leiteria Ipiranga de José Baíse, da loja de Salvio Calicchio, do escritório de contabilidade dos senhores Menelal Russo e Mário Graça, da Fábrica de Laticínios Fina e ainda contador-adjunto da Cooxupé.

Depois de ter se tornado autônomo em contabilidade, fundou a Control, Escritório Contábil Rossetti, em 1970.  Com o primeiro sócio, Francisco Freixo Lobo Neto, manteve parceria durante um ano, até que José Lúcio Fernandes assumiu a sociedade em 1971 e permaneceu até 1984. Nesse período, chegou a ser o maior escritório de contabilidade de Guaxupé, com 50 funcionários.
O último sócio, Jairo Cardoso, ficou até 1991. A partir daí, Rossetti dirigiu a empresa sem sociedade até 2005, quando transferiu o negócio e a marca para o sobrinho e contador José Roberto Mattos.

Paralelamente à Control, foi professor, por 28 anos, na Academia de Comércio São José, até 1990. Na época, um dos alunos, Eloadir de Almeida Vieira, participou, como sugestão de Rossetti, de uma reunião ocorrida na Acig, que resultou na fundação do Correio Sudoeste. “Fiquei muito orgulhoso de ter indicado o Eloadir, que soube aproveitar muito bem essa oportunidade. E eu fui o primeiro contador do jornal”.

É extensa a listagem de profissionais que trabalharam na Control ou foram alunos de Rossetti e conquistaram notoriedade no mercado, como o pró-reitor do Unifeg, Antônio Carlos Pereira (Tataio), os contabilistas Fernando Cístolo, Sérgio Smargiassi, Erli José, Sérgio e José Roberto Mattos, Maurício Magalhães, Leila Mancini, Roni Olinto, os advogados Roni Olinto, Adilson Torres, o administrador de empresas Carlos Alberto Bárbara Cruvinel, além de Antônio Pitondo, Antônio C. Carvalho, o médico Nelton Freitas e outros.

Em São João da Boa Vista, Rossetti concluiu duas graduações: Economia e Direito, expandindo as áreas de atuação da Control: contábil, fiscal, pessoal e jurídica. A pós-graduação em Ciências Contábeis, em Ribeirão Preto, ainda se soma a outros cursos de capacitação na área contábil, Direito e, mais recentemente no segmento agrícola.

Família e causas sociais  

Em 1972, Rossetti se casou com a professora Maria José Pimenta e tiveram três filhos: Carla Cristina, advogada em São Paulo e casada com André Carnielli; Raquel, fisioterapeuta casada com Rodrigo Monteiro Ecclissato e Antônio Carlos, comerciante casado com Patrícia Mariano. Por enquanto são dois netos: Pedro e Alice.

Foi uma das primeiras famílias a morar na Vila Santo Antônio. A infraestrutura local (água, esgoto e energia elétrica) só veio com o tempo. Moradores locais compraram um transformador e doaram à Cemig. Da estrada de terra aos paralelepípedos e asfalto foram alguns anos. Hoje, o bairro oferece facilidades para um advogado em exercício, pela proximidade com o Fórum da Comarca de Guaxupé e a subseção da OAB.

Rossetti também acompanhou diversos progressos sociais e tecnológicos a partir dos anos 70. Ele se lembra com um certo desconforto das ligações via telefonia discada. “Quando o DDD chegou em Guaxupé foi vitória. A gente não precisaria mais depender das telefonistas, que até viraram amigas”, ele recorda. Depois das máquinas de datilografia mecânica e elétrica, foi um dos primeiros escritórios contábeis a investir em automação. De início, terceirizava as planilhas de livros contábeis em uma empresa de Poços de Caldas. Não demorou para que cada um dos funcionários tivesse um  computador. Também participou da migração da telefonia móvel analógica, desde o modelo “tijolo”, até os atuais digitais.

Ainda acompanhando as mudanças de Guaxupé, foi um dos colaboradores, junto ao padre Antônio Roberto Ezaú dos Santos, da conquista da Faceg, Faculdade de Economia, Administração e Ciências Contábeis de Guaxupé, que se integrou à Facig, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, ambas mantidas pela Fundação Educacional Guaxupé, atualmente mantenedora do Centro Universitário Unifeg. Para receber uma visita técnica que avaliaria a estrutura local, Rossetti cedeu livros de contabilidade para completar a biblioteca da faculdade. Foi nomeado professor para contabilidade I, II e III, mas não exerceu esse cargo. Ainda nesta época houve uma tentativa de fusão entre a Fundação José Gonela, que administra a Academia de Comércio São José, com a Fundação Educacional Guaxupé. O projeto não foi viabilizado.

Sempre envolvido em questões sociais, foi fundador da Associação Profissional dos Contabilistas de Guaxupé, em 1980. Apoiou a indicação do primeiro presidente Odilon Costa e assumiu a presidência, posteriormente. Por 25 anos, foi contador e acompanhou o crescimento da Unimed Guaxupé, fato que lhe dá muito orgulho. Com uma taxa para cobrir despesas, a Control prestava serviços contábeis para algumas entidades sociais, como  o Lar São Vicente,  Apae, Creche Domit Cecílio e SOS, onde participou da implantação da Guarda Mirim e esteve ligado ao Centro Integrado de Atendimento ao Menor, Ciame, atual Casa da Criança.

Na contabilidade histórica de Rossetti ainda consta um mandato de dois anos no Lions Clube de Guaxupé e 10 anos como presidente do Conselho Deliberativa do Country Club, depois de ter sido um dos sócios-proprietário do antigo clube Ilha Bela. Ainda exerceu a função de Adjunto de Promotor de Justiça da Comarca de Guaxupé, de1972 a 1981, tendo substituído algumas vezes os promotores José Loiola e Pedro Aurélio. Por 10 anos, foi membro efetivo e uma gestão como presidente do Conselho de Desenvolvimento de Guaxupé, CDG. Hoje, é presidente da Acrasp, Associação Comunitária Produtores Rurais Bairro Arrudas – São Pedro da União, da qual fundador  em 2007, e assumiu as funções de secretário e tesoureiro.

Para apimentar a vida

Depois que deixou de ser proprietário da Control, em 2005, e se aposentou, Antônio Carlos Rossetti continuou trabalhando como assessor de dois escritórios de contabilidade em Guaxupé e também como advogado e consultor nas áreas tributária e contábil. Maria José Pimenta Rossetti, professora aposentada pelo estado de Minas, também se mantém na ativa como professora da rede municipal.

O casal ainda encontrou tempo e determinação para se tornarem empreendedores de uma especiaria até então exclusiva em Guaxupé: a plantação, cultivo e comercialização de pimentas artesanais, comercialmente divulgadas com a marca do sobrenome dos dois: Pimenta Rossetti.

A família já tinha um sítio com plantação de café, que conquistou o selo Certifica Minas Café. Entre os benefícios dessa certificação, uma auditoria anual atesta a qualidade em todo o processo produtivo, mão de obra legalizada e cumprimento das exigências ambientais. Diante das oscilações do café, diversificaram a produção agrícola, com a vantagem de a pimenta ser plantada em uma área certificada.

Para chegarem a esse nicho de mercado apimentado economicamente, Rossetti informa que houve pesquisa, participou de cursos e consultoria até a plantação inicial de pimenta, em 2013. Optaram pelas variedades biquinho, tupã, malagueta e três tipos de cumari: vermelha, verde e do Pará. Os produtos finais se dividem em pungência zero, sem ardor, até as graduações picantes de 4 a 8. Já comercializadas em alguns estabelecimentos comerciais de Guaxupé, e ao mesmo tempo em fase de avaliação do consumo, o casal já planeja expandir a plantação de espécies, como a habanero, a jalapenha, entre outras.

Enquanto aguardam resultados comerciais nessa área, plantar, cultivar e colher pimenta têm sido uma grande terapia.
 

Confira a Galeria de Fotos

O casal Zezé Pimenta e Rossetti se dedicam agora ao agronegócio A filha Carla com o marido André A nora Patrícia, neta Alice e Antônio Rossetti Filho O genro Rodrigo, o neto Pedro e a filha Raquel

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