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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Hora do banho: cuidados para fazer desse momento um tratamento de beleza e saúde

Dermatologista e consultora da Condor, Luciana Maluf, dá dicas de como cuidar da saúde e da beleza da pele
O brasileiro adora tomar um banho. De acordo com uma pesquisa do instituto Euromonitor realizada com mais de 6 mil pessoas de 16 países, o brasileiro é um dos povos que mais tomam banho em todo o mundo.  Em média, são 12 banhos por semana, ou seja, 2 banhos por dia. Outro estudo, encomendado pela marca Reckitt Benckiser em 2010, já comprovava esse hábito. Enquanto os britânicos se banham 5,6 vezes por semana; os americanos, 7,4 vezes, os brasileiros ligam o chuveiro 20 vezes nesse mesmo intervalo. 

Além de manter a higiene, o momento do banho também precisa ser usado para cuidar da saúde e da beleza da pele e alguns detalhes merecem atenção como o tipo de sabonete e a esponja utilizada. “A ideia é agregar ao hábito do banho alguns cuidados que visam o relaxamento e a saúde”, afirma Luciana Maluf, dermatologista e consultora de beleza da Condor.

Água e sabonetes 

O cuidado começa na hora de ligar o chuveiro. A temperatura da água não deve ser muito alta. Especialistas são unânimes em afirmar que a água morna (em torno dos 25º C) é a melhor amiga da pele. Quando muito quente, a água tende a remover a camada de gordura natural da pele, o que leva ao ressecamento.

A escolha do sabonete também sugere mais atenção. Comece escolhendo aquele que seja adequado ao seu tipo de pele, sobretudo porque estamos falando de um produto de uso frequente. Essa decisão deve estar ligada ao chamado potencial hidrogeniônico, o famoso pH, uma escala que mede o grau de acidez, neutralidade ou alcalinidade de uma determinada solução.

As opções que têm pH mais próximo de 5 são as mais indicadas, uma vez que mantêm a hidratação natural e não provocam irritações ou sensibilidade. Em peles secas, os produtos com ação hidratante são a melhor escolha. Já os antissépticos devem ser utilizados apenas em casos específicos. Além disso, os produtos usados no corpo não devem ser aplicados no rosto, pois podem desequilibrar a saúde cutânea.

Líquido ou em barra? 

Além da adequação ao tipo de pele, a escolha entre uma consistência e outra deve primar pela finalidade pensada para cada um. Os sabonetes líquidos costumam ter um pH mais próximo ao da pele (por serem mais “leves” em sua composição), o que faz com que eles sejam menos ácidos e mais suaves na hora da limpeza.

Já os sabonetes em barra tendem a ser mais alcalinos, ou seja, têm um pH mais alto. Por isso, eles são capazes de remover os resíduos mais profundamente, beneficiando a pele oleosa e com tendência a acne, além de precisar de um produto mais eficiente na limpeza e mais suave na hidratação. Por outro lado, os sabonetes em barra podem deixar a desejar em peles com tendência ao ressecamento e o seu compartilhamento requer cuidados, uma vez que há o contato direto com a pele.

Na hora de esfoliar a pele 

Por isso, se a ideia ao usar uma esponja é aproveitar o banho para promover uma esfoliação da pele, o melhor é recorrer a produtos que tenham essa finalidade como os esfoliantes, bons aliados na eliminação das células mortas.

Produtos à base de açúcar são próprios para uma limpeza profunda da pele e para a desobstrução dos poros. Sabonetes líquidos e em barra com poder de esfoliação ativam a renovação celular e reparam a pele. 

A frequência dessa esfoliação mais profunda vai depender de cada caso. Em geral, os especialistas indicam que o procedimento deve ser feito entre uma e duas vezes por semana. A melhor recomendação, no entanto é observar como a pele reage a esse processo. Para evitar exageros, a dica é notar se a pele está mais avermelhada e sensível. Se perceber que o aspecto áspero e opaco resiste, é possível aumentar a frequência. Peça ajuda ao seu médico dermatologista para achar o ritmo certo.

Banho em risco 

Não é só a esponja que pode aumentar o risco de contaminação na hora do banho. Vale também repensar o compartilhamento do sabonete. Dividir o sabonete é prático e econômico, porém os infectologistas recomendam atenção redobrada no caso dos sabonetes em barra, que entram em contato direto com a pele. O produto em pedra pode acumular bactérias e transmiti-las de uma pessoa para outra. E o mesmo acontece com as toalhas. Por conta da umidade, essas peças podem acumular secreções, ácaros, fungos e bactérias.

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