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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

E a República é proclamada no Brasil em 15 de novembro de 1822

Foto do Marechal Deodoro da Fonseca, estampada na nota de 500 Cruzeiros, em circulação em 1981. O Marechal proclamou a República na Praça da Aclamação, atual Praça da República, no Rio de Janeiro. O golpe de Estado depôs o Imperador D. Pedro II e aboliu o
Foto do Marechal Deodoro da Fonseca, estampada na nota de 500 Cruzeiros, em circulação em 1981. O Marechal proclamou a República na Praça da Aclamação, atual Praça da República, no Rio de Janeiro. O golpe de Estado depôs o Imperador D. Pedro II e aboliu o
No ano de 1889, no dia 15 de novembro, através de um golpe militar liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca, foi proclamada a República no Brasil, colocando ponto final no Regime Monárquico que durara quase setenta anos. Pouco tempo, tendo-se em vista a duração deste tipo de governo pelo mundo afora.

Foi Rui Barbosa quem assinou o primeiro decreto do novo regime, no dia seguinte, instituindo o Regime Provisório.

Cabe ressaltar que o então Ministro Afonso Celso de Assis Figueiredo, o Visconde de Ouro Preto, lutou para preservar a Monarquia e, para isso, em meados de 1889 propôs um programa de reformas visando acalmar os ânimos dos opositores do governo. Na sua proposta incluía a liberdade de culto, autonomia para as províncias, mandatos limitados e não mais vitalícios no Senado, liberdade de ensino, redução das prerrogativas do Estado, entre outras, mas todas foram vetadas pela maioria conservadora que constituía a Câmara dos Deputados.

Enquanto isso, o Governo Imperial perdia suas bases econômicas, militares e sociais.

O povo, por sua vez, não confiava mais na Monarquia e também não acreditava nas ideias republicanas. Assim, o movimento desencadeado no dia 15 de novembro de 1889 não teve a participação popular. Segundo alguns historiadores, o próprio Marechal Deodoro precisou ser "convencido" pelos republicanos a liderar o golpe de Estado.

D. Pedro II estava em Petrópolis e voltou ao Rio de Janeiro convencido de que o objetivo dos "revoltosos" era apenas substituir o Ministério e tentou ainda organizar outro, sob a presidência de José Antônio Saraiva. Mas, no dia seguinte, o Major Frederico Sólon Sampaio Ribeiro entregou ao monarca um comunicado sobre a proclamação do novo regime e solicitando sua partida para o estrangeiro, a fim de garantir a segurança da família real.
 
 
 
 
 

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