Guaxupé, quinta-feira, 29 de junho de 2017
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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Chuva de granizo, há 40 anos, é uma das histórias inesquecíveis de Guaxupé

Lucinéia Vieira

Nestes cento e quatro anos de Guaxupé, um assunto nunca tomou tanta proporção na cidade e até no país quanto a chuva de granizo ocorrida na tarde do dia 1º de novembro de 1975, um sábado.

Segundo noticiou o  CORREIO SUDOESTE em sua edição de número 140, a ‘chuva de pedra’ aconteceu de uma hora para outra, sem que ninguém esperasse (também não havia a facilidade na época das previsões metereológicas que hoje possuímos). O mais curioso, relata o texto do redator e proprietário Eloadir de Almeida Vieira, é que o fenômeno foi registrado apenas em Guaxupé, apenas no perímetro urbano, não atingindo nem o trevo do Japy.

“Quem ouviu de longe o barulho, teve a impressão de que o mundo estava acabando ou melhor, que  Guaxupé estava acabando”, declarou um dos moradores da zona rural. Prefeitos de cidades vizinhas, ao tomarem conhecimento do ocorrido, logo ligaram na Prefeitura para saber se precisariam enviar socorro, pois a impressão que tiveram era de que a cidade estava ‘arrasada’.

Motoristas vindos de Muzambinho, ao avistarem a cidade do alto da rodovia, disseram que a visão parecia de um cartão de Natal. Tudo branquinho!

Uma curiosidade: um caminhão que estava estacionado na avenida, logo após a tempestade, seguiu viagem para São José do Rio Pardo, carregando em sua carroceria, quase uma tonelada de gelo. Ao passar pelo Posto Fiscal, o motorista teve que justificar a ‘carga’ aos policiais que estranharam a história e mesmo assim liberaram o veículo. O tal motorista, ao chegar na cidade de destino, ainda estranhou que as pedras de gelo não tivessem derretido e para comprovar sua versão dos fatos, descarregou a ‘carga’ na frente de muitos incrédulos. Dizem que muitos moradores de São José, não acreditando no ocorrido, vieram para a cidade ver ‘para crer’.

De tantos curiosos no centro da cidade, a movimentação causou um congestionamento que chegou a atrapalhar os serviços dos funcionários da Prefeitura.
 
Prejuízos
Segundo relato de Eloadir, a chuva de granizo durou cerca de meia hora. Tempo suficiente para destruir muros, telhados, alagar ruas.

Entre os inúmeros registros de destruição, buracos nas ruas de paralelepípedo, carros alagados, lojas perderam mercadorias, etc.

Na Estação da Mogiana, quem chegava de trem ficava com medo de descer e esperava tudo se normalizar dentro dos próprios vagões. Os trilhos também ficaram cobertos pelas pedras e as viagens foram atrasadas devido às limpezas que se fizeram necessárias.

Para sorte dos moradores, a Prefeitura daquela época havia adquirido recentemente novo maquinário que ajudou a remover o gelo das principais ruas.

Felizmente não houve registro de vítima fatal, apenas danos materiais nas casas que tiveram as calhas tapadas pelo gelo e algumas vítimas com ferimentos leves.

Naquela noite, nas pizzarias e bares da cidade o assunto principal foi a chuva, que teve repercussão nacional nos principais jornais do país e até hoje é lembrando pelos guaxupeanos.

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