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sexta-feira, 6 de abril de 2018

“Pais devem servir de modelo e ensinar o uso consciente dos celulares aos seus filhos”, alerta educador

Uma recente pesquisa elaborada pelas empresas Motorola e Ipsos sobre uso de celulares revelou que o aparelho é considerado um dos principais companheiros de boa parte das pessoas. O levantamento ouviu 1.106 brasileiros de 16 a 65 anos e mostrou que 49% dos jovens entre 16 e 20 anos já consideram o smartphone o seu melhor amigo.

Para o educador e diretor do Colégio Palmares, Edson D’Addio, “esse índice que já é elevado tende a crescer ainda mais em curto espaço de tempo, na medida em que a tecnologia tem chegado cada vez mais cedo para as crianças e o acesso mais fácil. Isso reforça a necessidade de atenção por parte dos pais na construção do uso e consumo consciente dos recursos tecnológicos.”

De fato, o levantamento mostra já existir uma compulsão pelo celular. Quase 50% dos brasileiros verificam o aparelho com frequência maior do que gostariam e 36% afirmam preferi-lo à companhia de amigos e familiares. A pesquisa indicou ainda que 33% dos brasileiros consideram passar tempo demais no smartphone, índice que salta para 44% na faixa etária dos 16 aos 20 anos.

Na visão do educador, o comportamento com a tecnologia viabilizada pelos celulares se justifica, entre outros fatores, “por ele ser um recurso imediato de quando se está sozinho, permitindo que a pessoa se conecte ao mundo e tenha uma comunicação instantânea, inclusive com várias pessoas ao mesmo tempo, o que pode dar a sensação de bem acompanhada mesmo quando está só.”

Para construir o uso consciente dos celulares, D’Addio orienta que haja um trabalho de educação na família. “Pais devem orientar seus filhos sobre a utilização do celular, criar uma ética para seu uso, quando e como usá-los. Devem ter em mente que tudo que se faz em excesso pode causar prejuízos e que, mesmo com os benefícios trazidos pela tecnologia, é preciso ter equilíbrio”. O educador também destaca que “enquanto o jovem não constrói a maturidade para fazer a autoavaliação, pais podem auxiliar criando regras de uso, estipulando, por exemplo, quando usar, quanto tempo usar e quando o filho também deve se manter conectado ao mundo real.”

O diretor do Colégio Palmares conclui: “o fundamental não é discutir a tecnologia em si, mas a ação de quem a utiliza. Precisamos educar as pessoas para que sejam capazes de desenvolver pensamento crítico para todas as ações que tomar em qualquer assunto, inclusive com relação ao uso dessas tecnologias. Aliás, essa questão do excesso de uso no celular traz justamente de volta a necessidade do ser humano em refletir mais sobre tudo”, destaca Edson D’Addio.

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