Guaxupé, domingo, 17 de dezembro de 2017
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quinta-feira, 27 de abril de 2017

O que o mundo mais necessita no momento?

Poderíamos apontar inúmeras sugestões do que o nosso mundo necessita no momento atual em que vivemos. Dentre os exemplos podemos citar um Messias que vá nos livrar de toda espécie de males e trazer para a terra um ar messiânico, o fim das guerras e conflitos, o fim da discriminação social e racial, o fim da hipocrisia, o fim de toda espécie de injustiças, o fim da fome, o fim dos sofrimentos, o fim das chacinas, enfim, uma erradicação total de tudo que possua um aspecto negativo e maligno.

Mas como resolver questões assim tão complexas? Quem poderá nos salvar e mudar o quadro cada vez mais desumano e corrupto?

Na verdade a solução está intimamente ligada a cada um de nós como seres humanos que somos.

Conforme a tese do físico Isaac Newton, se toda ação gera uma reação, então, tudo o que contemplamos no mundo e em nossas vidas particulares é a consequência de nossas ações.

Se tudo é consequência de nossas ações, então o mundo é o que fazemos e deixamos de fazer.

Portanto, o problema está quando o ser humano dotado de inclinações tanto para o bem quanto para o mal, opta pelo último e assim dominado pelo seu ego passa a enxergar somente o seu ''umbigo'', se achando o dono da verdade e a viver arrotando santidade.

Na verdade, dentro da lógica humana, o mundo bem como nossas vidas em particular, só respirará um ar messiânico, um mundo de paz sem guerras e conflitos, um mundo sem discriminação e um sem fim de injustiças quando passarmos a praticar mais a empatia. A empatia que é o se colocar no lugar do outro, é isso que o mundo mais necessita no momento.

Não possuímos o título de magistrado universal para acusarmos, julgarmos ou condenarmos alguém e muito menos o dono da VERDADE.

Pecamos ao nos achar melhores do que o nosso próximo. Pecamos por querer impor somente o que achamos ser o correto. Pecamos ao fazer uso da injustiça como se fosse uma atitude justa, somente para satisfazer o ego que nos faz parecer um deus. Pecamos ao usar com maior frequência o pronome pessoal EU ao invés de usar o pronome pessoal NÓS. Pecamos ao usar o nome do SAGRADO em prol de uma causa que nada tem de SAGRADO.

Não se colocar no lugar do outro é condenar o outro a sofrer o martírio da injustiça e do exílio, e como consequência o sofrimento.

É fato que o egoísmo é a causa de tantas mazelas existentes hoje na humanidade.

Um exemplo clássico que não devemos esquecer jamais para não praticarmos mais, é o caso do HOLOCAUSTO em que um homem chamado Adolf Hitler movido pelo seu profundo egoísmo seduziu milhões de alemães a absorverem suas idéias e ideais a fim de colocar a cabo o extermínio de judeus, ciganos, cristãos, enfim, todos que não se enquadravam na filosofia nazista. O resultado de tudo isso? Um verdadeiro genocídio humano que perante a omissão da maioria daqueles que poderiam ter feito algo e não o fizeram deixou sua marca desumana nos anais da história.

Quanto custa antes de julgar ou criticar alguém se olhar no espelho e se colocar na situação? Quanto custa assumir os erros e as responsabilidades? Quanto custa evitar as críticas e dialogar com amor e respeito? Quanto custa pedir, por favor, e agradecer sempre? Quanto custa praticar a justiça ao invés da injustiça? Quanto custa viver o que se prega? Quanto custa tratar a todos igualmente ao invés de fazer acepção de pessoas? Quanto custa ser um ser humano? O custo real de tudo isso colocado na balança é ter a coragem e a ousadia de ser um verdadeiro ser humano que não aceita agir de forma egoísta, mas que se coloca sempre no lugar do outro para ser correto nas suas ações e assim tornar o mundo cada vez mais humano.

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